A Diretora Regional da Energia revelou hoje, na Graciosa, que o projeto Graciólica já tem a licença de exploração que permite a ligação deste sistema de produção híbrido à rede.

Andreia Carreiro falava à margem da realização da última vistoria da Direção Regional da Energia tendo em vista o licenciamento do projeto, habilitando-o a ser explorado comercialmente e a injetar a energia produzida na rede.

“O projeto Graciólica esteve mais de 24 horas consecutivas a abastecer a ilha Graciosa com recurso exclusivo a fontes de energia renováveis aquando da sua última fase de testes, números que nos deixam muito entusiasmados e que reforçam a pertinência deste projeto para os Açores”, frisou Andreia Carreiro.

A Diretora Regional frisou que a ilha Graciosa "poderá ter, a partir de agora, e de acordo com o resultado dos testes, cerca de 65% da sua eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, em combinação com um sistema de armazenamento, naquele que é um projeto pioneiro que coloca não só esta ilha, mas todo o arquipélago, na linha da frente pela utilização de tecnologias e sistemas de ponta que permitem a valorização energética dos seus recursos naturais”.

Andreia Carreiro referiu que este projeto de investimento, num valor total de 22,5 milhões de euros e com uma duração prevista de 20 anos, foi reconhecido como de interesse regional, tendo recebido aproximadamente 4,5 milhões de euros em subsídios não reembolsáveis.

“Além dos benefícios que estão inerentes à sustentabilidade ambiental, associados à redução da emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera, o Graciólica vai contribuir para uma diminuição da importação de combustíveis fósseis para a Região”, sublinhou Andreia Carreiro, referindo igualmente “os impactes ao nível da projeção e notoriedade internacional decorrente deste projeto pioneiro e inovador no contexto dos espaços insulares”.

“A partir deste momento, a Graciosa vê reforçada a sua imagem enquanto laboratório vivo privilegiado, aumentando a sua capacidade de atrair investimento externo e projetos piloto baseados em soluções emergentes que valorizem o seu património natural”, frisou a Diretora Regional.

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