Alguns analistas dizem que o facto de a União Europeia ter incluido a assistência humanitária e o desenvolvimento na resposta ao pedido de Moçambique para fazer face à violência armada significa que aquela organização compreende que Cabo Delgado enfrenta uma grave crise.

A resposta ao pedido das autoridades moçambicanas foi anunciada pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sanchez Gaspar, que indicou que a ajuda incluirá as áreas humanitária, segurança e desenvolvimento.

 Deslocados sem emprego nem onde morar

"O Governo não estava à espera desta resposta, porque sempre negligenciou a questão da assistência humanitária, e os europeus mostraram que o que devia ser prioritário é a vida e o respeito pelos direitos humanos ", considerou o político Raúl Domingos.

O diretor do Centro de Integridade Pública (CIP), Edson Cortez, tem a mesma opinião, "porque, a União Europeia está preocupada com o drama humanitária que se vive na zona norte, tendo em conta que o número de deslocados tende a aumentar todos os dias".

Por seu turno, o diretor executivo do Centro patra a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, considera que com esta resposta, a União Europeia está a dar lição ao Governo de Moçambique, "que nunca prestou atenção à crise humanitária e à violação dos direitos humanos em Cabo Delgado".

"Este é o sinal de preocupação que a União Europeia tem com os problemas colaterais da guerra em Cabo Delgado; afirmou o analista Moisés Mabunda.

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