O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas reiterou, em Ponta Delgada, a importância de unir, valorizar e dar voz a todos os Açorianos, residentes no arquipélago e na diáspora.

“A ideia é poder fazer com que esses Açorianos, no mundo inteiro, possam participar no nosso projeto, tendo influência no nosso projeto de desenvolvimento”, afirmou Rui Bettencourt, que falava quinta-feira, a propósito do Conselho da Diáspora Açoriana, na apresentação do documentário 'Portugueses na Nova Inglaterra', de Nelson Ponta Garça.

“Isso é um passo importante também na nossa união como povo e na nossa afirmação como povo”, frisou, sublinhando a importância de internamente, nos Açores, todos aqueles que vivem no arquipélago “terem consciência da importância que é ter todos esses Açorianos do mundo inteiro unidos”.

Na sua intervenção, o titular da pasta das Relações Externas salientou a preocupação do Governo dos Açores em “dar voz a essa diáspora”, recordando a recente criação de um Conselho da Diáspora Açoriana, que brevemente será discutida na Assembleia Legislativa, cuja ideia é “poder unir o Povo Açoriano, os tais Açorianos de primeira, segunda e terceira geração, os tais Açorianos que estão no arquipélago mas estão no mundo inteiro, e poder unir de modo a que eles possam contribuir para os Açores”.

“Nós somos um povo, um único povo, o Povo Açoriano, que está disperso no mundo inteiro”, considerou o Secretário Regional, sublinhando que “o Povo Açoriano está aqui nos Açores, no nosso arquipélago, mas o Povo Açoriano está nos Estados Unidos, no Canadá, o Povo Açoriano está no Brasil, na Bermuda, no mundo inteiro”.

“Estamos aqui a falar da união de um povo, geograficamente entre aqueles que estão aqui nos Açores e aqueles que estão noutras paragens do mundo, mas também de gerações”, afirmou Rui Bettencourt, frisando que se trata de Açorianos da primeira, segunda e terceira geração, mas que, no caso do Brasil, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, se trata de sexta e sétima geração.

Rui Bettencourt recordou que existe “mais de um milhão de Açorianos no mundo inteiro”, o que perfaz quatro vezes os habitam no arquipélago".