Os Açores integram a Parceria Europeia para a Biodiversidade Biodiversa +, o que “irá facilitar” a implementação da Estratégia Europeia de Biodiversidade para 2030 na região, disse hoje a secretária regional da Ciência, Susete Amaro.

Segundo uma nota de imprensa do executivo açoriano, através do Fundo Regional da Ciência e Tecnologia (FRCT), a secretaria regional da Cultura, Ciência e Transição Digital integra a nova parceira de Investigação e Inovação Biodiversa+ - European Biodiversity Partnership (Parceria Europeia para a Biodiversidade).

Esta parceria "pretende fortalecer a ponte entre ciência, política e ações concretas com programas, agências de financiamento e atores da política ambiental de mais 39 países da União Europeia e associados”.

De acordo com o executivo, a parceria, cofinanciada pelo Horizonte Europa, visa “apoiar ações de investigação e inovação necessárias com o objetivo de colocar a biodiversidade no caminho da sua recuperação até 2030, através de uma estratégia conjunta de apoio à formulação e implementação de políticas científicas eficientes".

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Susete Amaro considera que a Biodiversa+ irá “facilitar a implementação da Estratégia Europeia de Biodiversidade para 2030 na região através da partilha de informação, ferramentas, evidências e dados entre atores relevantes regionais, promovendo uma colaboração contínua, em diferentes níveis e escalas”.

O lançamento da Biodiversa, a 01 de outubro, ficou marcado pela abertura da sua primeira convocatória transnacional, denominada “Supporting biodiversity and ecosystem protection across land and sea” (Apoiar a biodiversidade e a proteção do ecossistema em toda a terra e mar).

Cerca de 45 agências de financiamento de 33 países, com a Comissão Europeia, “comprometem-se a financiar projetos de investigação para a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas terrestre, dulcícolas e marinhos, num orçamento global estimado em 40 milhões de euros”.

Para a titular da pasta da Ciência, a “primeira convocatória está alinhada com as linhas de investigação desenvolvidas pelos centros de investigação na região, apoiando projetos em todos os ambientes - terrestre, dulcícolas e marinhos, incluindo a investigação sobre a conservação da biodiversidade nas regiões ultraperiféricas e nos países e territórios ultramarinos da União Europeia”.

O Governo Regional dos Acores, através do FRCT, vai financiar até dois projetos de equipas de investigação regional, no valor máximo de 200 mil euros.