"Quando [uma nação] abandona na periferia uma parte de si mesma", não há políticas, nem "forças de autoridade ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade", referiu, no palácio presidencial da Ponta Vermelha, onde foi recebido pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

O Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), oposição, celebraram em 06 de agosto um novo acordo de paz, o terceiro do país.

Num salão do palácio e perante o Papa, a comunidade diplomática, membros do Governo, titulares dos órgãos de soberania e figuras políticas, Nyusi chamou, durante o seu discurso, os líderes da oposição no parlamento.

"Estamos aqui com o meu irmão Ossufo Momade, que peço que se levante", assim como "com Daviz Simango", referiu o chefe de Estado, num momento de ovação geral na sala.

"Citei estes dois porque são os que representam o nosso parlamento, mas temos muito mais [figuras políticas] que estão aqui e no programa seguinte", referiu Nyusi.

O Presidente moçambicano saudou as figuras da oposição, defendendo uma cultura "de não violência" em que a política "é feita com força dos argumentos e não pela força das armas".