A directora executiva da organização não-governamental de promoção da igualdade e justiça do género, GenderLinks em Moçambique, Alice Banze, diz ter sido extraordinária a participação da mulher nessas eleições, tendo em muitos casos desempenhado o papel de presidente de mesa das assembleias de voto.

Apesar disso, a mulher continua a ser preterida quando se trata de cargos em órgãos de tomada de decisão.

"Sentimos uma decepção relativamente aos três partidos representados no Parlamento, porque dos 184 assentos que a Frelimo conseguiu nestas eleições, apenas 79 caberão às mulheres", afirma Alice Banze.

Na anterior legislatura, a bancada da Frelimo incluia 110 deputadas. "O que é que falhou?", interroga a directora executiva da GenderLinks.

Relativamente à Renamo, apenas 15 dos cerca de 60 assentos conseguidos nas eleições do mês passado, destinam-se às mulheres.

Para a GenderLinks, a preocupação maior é com o MDM "que não tem nenhum assento destinado à mulher".

Entretanto, Alice Banze afirma que o desafio é trabalhar no sentido de garantir que a mulher esteja bem representada no próximo Executivo.

"Nós queremos que a mulher esteja bem representada nesse Governo", realça.