A pandemia do novo coronavírus poderá mesmo significar o fim da bagagem de mão dentro dos aviões. Numa altura em que muitos países em todo o Mundo – incluindo na Europa -, começam a abrir fronteiras progressivamente e a permitir alguns voos, a AESA (Agência Europeia para a Segurança na Aviação), nas suas recomendações relativas à covid-19, defende que todo o sector deve fomentar o despacho de toda e qualquer bagagem para o porão.

"Os passageiros devem ser incentivados a concluir todos os processos de check-in antes de chegar ao aeroporto", lê-se no documento, citado pelo El País, onde se recomenda também usar o check-in online, usar o cartão de embarque digital no telemóvel e minimizar a quantidade de bagagem de mão a levar na cabine (idealmente nenhuma), de forma a reduzir o contacto entre as bagagens, os trabalhadores dos aeroportos e companhias e as infraestruturas do aeroporto.

"Neste sentido, deve levar-se toda a bagagem de mão preparada ainda antes de entrar no aeroporto, para reduzir ao mínimo o tempo dispensados nos controles e procedimentos aeroportuários", defende a AESA, caso seja absolutamente necessário que os passageiros levem bagagem de mão.

Apesar de serem recomendações e não proibições, e por isso estarem sujeitas à serem aplicadas pelos operadores, companhias com a Ryanair, a Iberia ou a Vueling já adotaram estas recomendações e algumas até oferecem a bagagem despachada no porão (se se tratar apenas de bagagem de mão).

A progressiva reabertura de fronteiras dirá se a famosa frase "coloque a bagagem de mão no compartimento superior da cabine" tem os dias contados - e se todas as companhias aéreas adotarão a mesma regra.