Isabel Reis, Dell Technologies Enterprise General Manager*

Embora o conceito de uma economia sem atrito possa parecer ideal demais para alguns, os sinais de mudança já estão visíveis nos dias que correm, tendo em conta a propensão das tecnologias emergentes de reduzir os atritos e criar novos mercados.

Na Dell Technologies, falamos da forma como a tecnologia leva o ser humano a progredir, e a verdade é que temos vindo a fazer progressos cada vez mais extraordinários. Há diversas razões para isto acontecer. As leis da física, o 5G e a multiplicação das tecnologias emergentes, as gerações de nativos digitais e locais de trabalho que começaram a inovar com o software e que agora procuram mais: mais poder de processamento, mais dados e mais oportunidades inovadoras.

Este mundo está a transbordar de oportunidades – para aqueles que percebem a oportunidade e a aceitam.

Em 2017, projetamos a próxima era de parcerias homem-máquina. Enquanto isso ainda é uma realidade quase-futuro, nós propusemo-nos a explorar o que significa para a maneira como vivemos, trabalhamos e a nossa economia como um todo.

Reconhecendo que os passos que damos hoje estabelecerão as bases para o futuro, recomendamos uma série de pesquisas em três partes para esclarecer e equipar as organizações para realizar seu futuro digital. A primeira parcela – sobre o futuro da economia – está a ser lançada hoje e pode ser considerado um grande passo em direção às previsões das suas previsões para 2030.

Um conjunto de tecnologias emergentes (5G / 6G, inteligência artificial, IoT, ledgers distribuídos e cryptocurrencies) combinado com uma parceria mais interligada entre humanos e máquinas impulsionará novos modelos disruptivos, o que levará a um modelo de sociedade mais justa, eficiente e produtiva.

A IFTF prevê três desenvolvimentos técnicos que podem levar a economia ao próximo nível e criar caminhos para uma economia com atritos mínimos, na qual indivíduos, organizações e governos conseguem colaborar mais facilmente:

Máquinas como consumidores: as máquinas farão por nós a comparação para se auto-curarem, auto- reabastecerem e atender às nossas necessidades, de forma autónoma;
Produção preventiva: a indústria aproveitará a tecnologia para antecipar e atender às demandas específicas dos clientes em tempo real;
Economias em desenvolvimento: tecnologias emergentes vão desbloquear novas fontes de receita e inclusão e capacitar economias menores ao redor do mundo, livres de sistemas antigos e ultrapassados, para avançar.
Contudo, esta utopia económica não é garantida. É necessário um grau de gestão e de preparação – nos domínios como o regulamento das máquinas inteligentes e na forma de abordagem das questões de privacidade e segurança de dados.

Embora o conceito de uma economia sem atrito possa parecer ideal demais para alguns, os sinais de mudança já estão visíveis nos dias que correm, tendo em conta a propensão das tecnologias emergentes de reduzir os atritos e criar novos mercados.

Por exemplo, a AeroFarms está a combinar dispositivos sofisticados de deteção e IoT para reinventar a agricultura e, desta forma, alimentar uma população global em constante crescimento, enquanto conserva recursos naturais valiosos. As suas quintas verticais internas são 390 vezes mais produtivas do que as quintas de campo convencionais, não usam pesticidas e gastam até 95% menos água. Através de diversos conjuntos de dados, gerados por sensores ligados à Internet of Things (IoT), e tecnologias avançadas de análise de dados através da inteligência artificial, a AeroFarms está já a criar um ambiente seguro ideal para rendimento máximo, nutrientes equilibrados e alimentos mais saborosos. Em resumo, esta utiliza a tecnologia para impulsionar o progresso humano.

Com um exemplo como o da AeroFarms podemos ter uma ideia do que o futuro nos reserva. Eu acredito que a tecnologia está a amadurecer. As tecnologias emergentes – com os dados como combustível para foguetões – estão prontas para transformar radicalmente a base da nossa economia, remover atritos antigos e introduzir novas maneiras de conduzir os negócios e trocar valor.

Todos nós temos um papel a desempenhar para trazer todo este ideal para a realidade – particularmente as organizações. Neste futuro, todas as organizações precisarão de ser uma organização digital, alimentada por dados, e que trabalhe com diversas nuvens.

Como sociedade, estamos perante uma importante oportunidade para catalisar novos modelos disruptivos de comércio e preparar uma parceria mais profunda com as máquinas. Os próximos 10 anos irão definir o cenário para um tremendo crescimento e oportunidade, mas a hora de agir é agora enquanto esta grande oportunidade permanece em jogo.

*Para Espanha e Portugal

POR LINK TO LEADERS EM 2 AGOSTO, 2019